Não sei bem porque escrevo, mas há doidices piores. Na escuridão do meu quarto penso, desarrumo o passado e dou conta, numa ordem cronológica invertida, do verbo que já fui: corri, joguei, subi às árvores, brinquei em vários jardins, plantei, tropecei em alguns lugares, lutei com monstros e fantasmas, admirei vários céus, roubei o que podia ser roubado, fiz trinta por uma linha. Nos meus livros, porém, não falo de mim, tento falar do mundo belo e do mundo cão que nos rodeia: realidades e fantasias, aventuras e desventuras, amores compulsivos, vidas imperfeitas, disfarces e hipocrisias... Despido de preconceitos, como um pirata que se prepara para atacar um tesouro escondido. Talvez lá estejam todos os meus sonhos.

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Carlos Porfírio

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