A Brincadeira (Milan Kundera)

A Brincadeira (Milan Kundera)

«O optimismo é o ópio do género humano! O espírito são tresansa a estupidez. Viva Trotski». Um postal com esta frase (uma brincadeira de Ludvik, personagem central do livro), serviu de mote à história criada por Milan Kundera, que deu origem ao romance «A Brincadeira». A frase, um tanto ou quanto estereotipada, carregava alguma ironia sobre os ideais comunistas na altura.
O romance surpreende à medida que o vamos folheando. Conhecemos Ludvik e o amor fantasma que o persegue; Jaroslav, maestro de uma orquestra com címbalo, que expulsa Ludvik do Partido; Pavel, professor de marxismo na Universidade; Marketa, estudante universitária; Helena, jornalista, que se apaixona por Ludvik; Lúcia, jovem misteriosa que rouba flores nos cemitérios. Por cima destes e de outros ricos personagens, um carrossel de acontecimentos. «A Brincadeira», primeiro livro de Milan Kundera, inquietante e inspirador, conquistou a antiga Checoslováquia (que mais tarde o renegou), e o resto do mundo também.

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