Caídos da Mesma Árvore

O QUE SOMOS CAPAZES DE FAZER QUANDO A NOSSA VIDA CORRE PERIGO? ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR PARA GARANTIR A NOSSA LIBERDADE?

Caídos da Mesma Árvore é um romance que gira à volta de um inconveniente encontro entre um grupo de sete amigos e um gangue acabado de fugir de um estabelecimento prisional. Tudo se passa numa quinta, algures no Alentejo, onde Mónica Francesco decide comemorar o seu aniversário. Ao mesmo tempo essa quinta foi eleita como lugar de refúgio para um grupo de prisioneiros procurados pela polícia.

A casa é apenas um cenário onde se assiste à valsa de acontecimentos e ao turbilhão de emoções que envolve dois grupos de pessoas resgatadas num espaço que se vai tornando pequeno demais à medida que as horas passam. As diferenças de cada um tendem a agravar-se nos momentos de perigo, e o medo vai realçar os traços pelos quais cada um pauta a sua conduta moral. Mais do que uma história empolgante, Caídos da Mesma Árvore é uma reflexão sobre comportamentos, sobre o exíguo conhecimento que o ser humano tem sobre si mesmo, sobre o tecido social, sobre o bem e o mal.

Excertos

Excerto do capítulo 24

Telefonou ao sócio, enquanto se dirigia para o carro, dando-lhe conta da necessidade de mudança dos planos. Abriu com cuidado a porta da bagageira do Fiat Punto. Apesar do crepúsculo se estar aproximar, todas as cautelas eram poucas para se desfazer do cadáver que ali havia sido colocado por Honório e Valentino, antes mesmo de tratarem do ferimento de Zacarias. Tinham-no agarrado pelos ombros e pelos pés e enfiado na mala traseira do carro. O corpo encarquilhado, onde claramente se via um orifício a meio do peito, fazia lembrar o traçado de um quatro. A situação não era fácil. Tudo por causa daqueles dois incompetentes, pensou Honório, enquanto estendia o lençol sobre Ricardo Pombo. A primeira ideia que lhe ocorreu foi enterrar o corpo numa pedreira que existia ali perto. Pedir a Valentino para se encarregar disso, ele que só tinha haxixe na cabeça, era o mesmo que lhe pedir para o atirar para uma vala comum. As consequências viriam imediatamente a seguir...
Lidava bem com a morte, ora falava dela com lisonja, ora com algum escárnio. Mas uma coisa era aceitá-la sem dramatismos, outra coisa era fazer-lhe companhia e vê-la, personificada em Ricardo Pombo, a meter-se consigo, obrigando-o a dar sumiço ao cadáver. «Estava escrito que o teu dia tinha chegado», desabafou Honório Farinha. «É a lei da vida, meu caro, houve alguém que disse que morrer é terminar de nascer... A vida rege-se pela morte, alguma vez pensaste nisso? Alguma vez pensaste no que seria o inferno desta vida sem a morte? Alguma vez pensaste que até as estrelas nascem, crescem e morrem? Ou pensavas que eras uma excepção? É ela que regula tudo, Ricardo Pombo! O que nenhum de nós dois imaginava era que seria eu a enterrar-te, ou melhor, a esconder-te!»
Honório conduzia o carro devagar, embora sentisse uma enorme ansiedade em ver-se livre do corpo. Por um segundo teve mesmo a sensação de estar a desempenhar a função de motorista de uma viatura funerária. «Ao contrário do que possas pensar, tive sempre uma simpatia especial por ti. É estranho ouvires isto, não é? A grande questão, Ricardo Pombo, é que a vida não é aquilo que parece! A única coisa que posso fazer por ti é enterrar-te... mesmo sem caixão! Sem direito a velório, a cerimónias, a música fúnebre ou a uma simples coroa de flores. Se eu acreditasse no Todo-poderoso ainda rezava uma oração por ti, mas nem isso posso fazer, meu caro.»
Cerca de dez minutos depois Honório Farinha chegava àquilo que em tempos fora uma pedreira. Tinha a certeza que ali arranjaria um canto para colocar o cadáver. Cobri-lo-ia de pedra, com cuidado, para não deixar qualquer vestígio. Saiu do carro e foi até ao local não sem antes certificar-se que não se via vivalma. Regressou ao carro. Abriu a porta da bagageira, mas no preciso momento em que ia agarrar em Ricardo Pombo ouviu um som estranho, uma espécie de gemido, um ruído que lhe pareceu ter sido emitido pelo próprio cadáver!
Fechou novamente a porta e deu um passo atrás. O primeiro pensamento que lhe ocorreu foi que o morto regressara para se vingar. A situação era caricata, não tinha medo dos vivos mas sentia-se enregelar com o corpo morto que trazia na bagageira. Devo estar cansado, cismou, não é possível... não há registo credível de que um cadáver possa gemer. «Merda para o vento, só pode ter sido o vento, o estupor do vento», disse Honório em voz alta. Mas o mais estranho é que se sentia invadir por um indefinível medo. Puxou de um cigarro, acendeu-o e ficou a fumar na penumbra daquele sítio deserto que pela primeira vez lhe pareceu macabro.
Voltou a abrir a porta do carro. Levantou o lençol e virou o corpo, que lhe pareceu mais rígido ainda, de forma a poder olhar de frente para o cadáver. A luz da porta da bagageira batia em cheio nas faces. Olhou minuciosamente: o rosto, da cor do iodo, parecia ter saído de um combate de boxe; os olhos semicerrados, pretos e profundos, pareciam estar a olhar para si. Honório assustou-se. Mas assustou-se mais ainda ao pôr a mão na garganta de Ricardo e perceber que o coração do homem ainda batia.
Estava desfeita a dúvida e a ideia estapafúrdica de que o homem voltara para se vingar. O que fazer? Teria de acabar com Ricardo, acabar de matá-lo. Na situação em que ele se encontrava, era mais do que um gesto de caridade. Puxou da Glock, encostou a boca da pistola à testa do morto-vivo e pensou que pela primeira vez iria acabar com alguém. Tinha fama de criminoso sanguinário, uma reputação para a qual ele próprio contribuíra, mas a verdade é que nunca até então matara o que quer que seja. Esgaravatara os mortos na casa mortuária quando era jovem, mas isso eram contas de outro rosário. Ali sim, teria de disparar, acabando de vez com o sofrimento de Ricardo Pombo.
Encostou o dedo ao gatilho e pensou no descanso que aquele homem iria ter assim que ele disparasse. O que era o ioga que ele próprio chegara a praticar, o que eram as outras técnicas de exercícios mentais ou físicos para libertação da mente, comparada com a morte, único meio capaz de garantir a tranquilidade eterna? Nada! Um, dois, três...
Foi então que começou a tremer, uma sensação estranha apoderou-se de si fazendo-o tiritar como se estivesse com febre. Tremia tanto que em poucos segundos lhe doíam a cabeça e o peito. Baixou a arma mas o simples gesto de a guardar assumiu contornos de uma extrema dificuldade. Nunca tal lhe acontecera. Por um momento teve a sensação que a penumbra da morte o procurava. Tiritava de tal forma que não conseguiu deixar de pensar, que daria tudo naquele momento para ser ele o morto-vivo à espera que o vivo-vivo, o despachasse com um simples tiro na cabeça.
Agarrou na mão do moribundo e por dois segundos teve a sensação que ele morrera. Mas não, Ricardo Pombo continuava vivo, muito provavelmente em coma. E se o enterrasse vivo?

Capítulo 2

"Orgulhava-se do nome que escolhera para os filhos. Ao contrário do seu, Zacarias Domingos Marraça! Domingos da parte da mãe, Marraça da parte do pai. Zacarias Domingos Marraça era nome de pobre, de desgraçado que carrega uma cruz, não podia ser nome de gente importante: não podia ser nome de médico, nem de arquitecto, nem de padre, nem de inventor, muito menos de ministro ou de Presidente da República. Quem é que acreditaria na receita do médico Domingos Marraça? Como é que o padre Marraça iria convencer os fieis com um nome tão desgraçado? Alguém acreditaria no político Marraça? Pois se até com apelidos respeitáveis já ninguém os levava a sério!"

Capítulo 3

"E foi tal a loucura que amanheci enrolada ao Ivo, num quarto mal-amanhado, que mais parecia o sítio de uma banda musical, mas de onde se via o Padrão dos Descobrimentos e o Tejo; amanheci com beijos e carícias, desvendando prazeres desconhecidos. Quando me despedi e regressei a casa já me sentia verdadeiramente uma mulher. Os alicerces do meu mundo tinham-se alterado. Os meus olhos estavam mais azuis, a minha pele mais sedosa, os meus cabelos mais brilhantes, os meus sentidos mais acordados. Tive a sensação clara, nos dias que se seguiram, que os olhares de malandrice e de desejo dos homens se tinham tornado mais frequentes. Olhava para o espelho e gostava do que via. O sol brilhava mais e o céu ficou mais azul do que nunca. Dei conta de como era belo o cantar dos rouxinóis."

Capítulo 8

"A barra cedeu um pouco mas não o suficiente. Honório agarrou na perna de uma das cadeiras, encavalitou-a nas grades e fez força. As barras da grade tinham começado a vergar quando se ouviu o estalido da madeira a rachar. Ouviram-se passos. Um dos guardas prisionais abriu a luz do corredor e começou a percorrê-lo ao mesmo tempo que vasculhava cada uma das celas. Honório encostou a janela. Deitaram-se ambos, Zacarias fingiu que ressonava. Assim que se aperceberam que o guarda fechara a luz e regressara ao ponto de origem, agarraram num dos três pés da cadeira e voltaram a forçar. Uma, duas, três vezes, a grade acabou por ceder o suficiente para eles se esgueirarem."

Capítulo 14

"Tirou a chave da mala. Um silêncio estranho pairava sobre o sítio. Assim que deu meia dúzia de passos percebeu que a porta da traseira estava semi-aberta. Aproximou-se mais e postou-se junto à entrada, prendendo a respiração. Pôs-se à escuta mas não ouviu nada. Apercebeu-se, porém, que a luz vinha da sala. Hesitou, o seu sexto sentido dizia-lhe que algo estava errado.

– A menina está aí?

Um silêncio absoluto pairava sobre a casa. Um silêncio sinistro. Joaquina sentiu que a pele se eriçava. Empurrou a porta com uma das mãos enquanto a outra segurava a chave e a mala, e voltou a perguntar:

– Dona Mónica?, a menina está aí?

Hesitou entre largar tudo e fugir ao deus-dará ou trancar-se no carro e telefonar à patroa. Sentia-se a tremer da cabeça aos pés. Puxou da mala que tinha a tiracolo mas por mais que procurasse não conseguia dar com o telemóvel. Quando finalmente o encontrou e se preparava para teclar o número de telefone da menina, ouviu uma voz rouca e medonha atrás de si dizer-lhe:

– Entre, não fique aí à porta!

Deu um salto para trás e clamou:

– Ai meu Deus!"

Capítulo 24

"Encostou o dedo ao gatilho e pensou no descanso que aquele homem iria ter assim que ele disparasse. O que era o ioga que o moribundo chegara a praticar, o que eram as outras técnicas de exercícios mentais ou físicos para libertação da mente, comparada com a morte, único meio capaz de garantir a tranquilidade eterna? Nada! Um, dois, três...

 

Foi então que começou a tremer, uma sensação estranha apoderou-se de si fazendo-o tiritar como se estivesse com febre. Tremia tanto que em poucos segundos lhe doíam a cabeça e o peito. Baixou a arma mas o simples gesto de a guardar assumiu contornos de uma extrema dificuldade. Nunca tal lhe acontecera. Por um momento teve a sensação que a penumbra da morte o procurava. Tiritava de tal forma que não conseguiu deixar de pensar, que daria tudo naquele momento para ser ele o morto-vivo à espera que o vivo-vivo, o despachasse com um simples tiro na cabeça.

 

Agarrou na mão do moribundo e por dois segundos teve a sensação que ele morrera. Mas não, Ricardo Pombo continuava vivo, muito provavelmente em coma. E se o enterrasse vivo? "

Capítulo 33

"Que fantasmas se agarravam ao meu pai a ponto de o fazer passar do mimo e da ternura à violência? Para já basta-me pensar que a guerra muito terá concorrido para o vaivém das suas sombras. A palavra guerra deve ter as respostas que ele nunca me deu: a ocupação, as patrulhas, as emboscadas, os bombardeamentos, as rajadas, as crateras, os mortos e feridos, os gritos e gemidos, o medo, os corpos decepados, o sangue, a necessidade de matar para não morrer. Da guerra sobejavam outras tantas razões, uma voz interior diz-me que não é preciso procurar mais.

Terei de aprender a conviver com os farrapos das minhas velhas memórias, sacudindo o mal e enterrando os velhos rancores. O meu pai, o Ivo, os acontecimentos da Casa dos Francesco, fizeram parte da minha caminhada. Tenho-me lembrado muito do amor da minha vida, de detalhes de que nunca falei: das nossas idas à Serra da Arrábida, dos beijos que dávamos ao pôr-do-sol, dos nossos passeios, da areia da praia, das searas de trigo, dos nossos amigos, das prendas que trocávamos, do nosso despertar, do que fazíamos e sonhámos fazer."

Comentários

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Suzyn

em 28 Abril, 2016

A little rationality lifts the quality of the debate here. Thanks for conbirtuting!

Alina

em 29 Abril, 2015

https://www.goodreads.com/review/show/713889040?book_show_action=true&page=1 Este livro surpreendeu-me muito. Tinha-o comprado por impulso há cerca de dois anos, e ainda não lhe tinha pegado. Andei à procura de opiniões sobre ele mas não encontrava nada que me fizesse querer lê-lo nem colocá-lo de parte todo ele era para mim um ponto de interrogação que eu tinha receio de pegar. Devo dizer que fui uma idiota por ter esperado tanto tempo. A história é sempre contada na primeira pessoa e passa-se em Portugal, o que para mim (sendo portuguesa) faz com que a história tenha um tom de ficção muito próximo da realidade em que vivo. Os lugares são familiares, as situações (antes do encontro do grupo de amigos com o gangue) também, o companheirismo idem aspas. Admito que no início ainda fiquei com dúvidas: começa pela perspetiva da personagem principal, Mónica Francesco, nos seus anos de dramas adolescentes. No entanto, numa mudança de capítulo, todo o discurso e ambiente muda ao passarmos para a perspetiva de Honório, o cabecilha do grupo de reclusos que consegue fugir da prisão, tal como a mudança de tom na perspetiva de uma Mónica subitamente adulta e a comemorar os seus 33 anos. Foi nessa altura que me apercebi que o livro era realmente capaz de me surpreender. Adorei todo o mistério que envolvia Honório Farinha, a começar pelo pouco que se falava do seu passado, a sua atitude perante os outros, a sua inteligência fora do comum e os seus ideais (ou falta deles, dependendo da perspetiva). Todas as suas linhas de pensamento me fascinaram, das mais corriqueiras a alusões filosóficas em toda a linha - daí se ter tornado rapidamente a minha personagem favorita. Por vezes no mesmo capítulo há mudanças de perspetiva tão subtis que precisamos de prestar atenção às pequenas nuances para percebermos quem está a "falar" em determinado momento mas nada que não se siga bem. A única razão de não dar as cinco estrelas ao livro é o clímax. O que deveria ter sido, na minha perspetiva, o ponto alto da história, tornou-se numa situação quase feita à pressa (sem necessidade nenhuma) apresentada numa página mal cheia (quando deveria ter sido tratada no mínimo dos mínimos em duas). Por outro lado, o autor dá um "final" a todas as personagens, não ficando nenhuma por contemplar. Com pontos fortes e fracos, esta história mostra-nos que é precisamente nas situações mais difíceis que a nossa visão do mundo muda drasticamente e começamos a pensar de diversos prismas para o estranho mundo que nos rodeia. Outro ponto fulcral é toda a visão de como as nossas experiências nos moldam, tentar perceber o homem por detrás da besta e a besta dentro do homem - dentro de nós próprios. Como alguém disse, o mundo não se divide apenas em preto e branco, mas em vários tons de cinzento. Afinal, somos todos "caídos da mesma árvore". Uma pérola nas estantes dos autores portugueses.

Ana Branquinho

em 03 Janeiro, 2011

Um romance simples, envolvente, actual. Uma história que se desenrola através de uma coincidência. Como alguém dizia, « estavam no sítio errado, na hora errada». Fica ao critério do leitor escolher quem são afinal os maus, quem estava no lugar errado há hora errada. Parabéns Carlos. Bjs

Paulo Rodrigues

em 09 Junho, 2010

Gostei, está bem escrito e prende o leitor do princípio ao fim. Apreciei a forma como caracterizou o Honório, o mau da fita!

Mário Nogueira

em 03 Março, 2010

Excelente ritmo, boa prosa, suspense até ao fim. Um livro que recomendo.

Cris

em 29 Setembro, 2009

Um livro em que a cada página voltada, cria no leitor um turbilhão de sensações: emoção,suspense,revolta,tristeza...Vou destacar três personagens: Honório,Rute e Mónica, que me deixaram a pensar...Parabêns e venha o próximo.

Paula Gomes

em 28 Setembro, 2009

História bem conseguida, com o "suspense" q.b.. Atitudes diferentes de estar na vida e suas consequências. O respeito pela diferença, versus os "chamados bons comportamentos" nesta sociedade moralista!!  Gostei muito. Parabens! Estou já esperando o próximo!!

Rafaela Salvador

em 28 Setembro, 2009

Tão irreverente quanto realista a ponto de nos fazer pensar que esta podia ser a nossa história e de questionarmos-nos acerca das nossas reacções perante uma situação limite. Aguardo mais agradáveis surpresas como esta!!! PARABÉNS!!!!!

Lucinda Almeida

em 14 Setembro, 2009

Uma boa surpresa, pois li o livro em apenas dois dias, o que é raríssimo. Destaco a figura do Honório, fiquei a pensar no que temos de igual em relação a este personagem. Livro obrigatório

Ruth Janice

em 12 Setembro, 2009

Somos como uma rocha. Após a sua formação, complexa por sinal, enfrentamos o sol, o vento, a chuva. Deparamo-nos com as adversidades da vida, os caprichos da natureza, dos outros, de nós próprios. Somos o "somatório de emoções", ou como quem diz, de erosões. Somos esculpidos pelo tempo, e com o tempo nos tornamos a rocha x, y ou z, ou antes Mónica, Honório ou Ivo. Gostei muito deste romance, em particular pela capacidade de análise dos personagens, consubstanciada nas suas vivências, nas suas erosões. Algumas dadas explicitamente, outras não. Algumas fornecidas com o intuito de nos preparar, outras, as póstumas, que nos vêm esclarecer. Porque quase tudo na vida tem um porquê, uma explicação... Género "teoria do caos", mas adiante!    Gostei de algumas surpresas. Gostei de me identificar com certas características ou experiências de uma ou outra personagem, e se primeiramente senti um alívio como quem descansa porque não foi a única "pateta" a pensar ou a fazer algum disparate, por outro, reflecti no quão enriquecedora a Vida é. Que nos dá tempo para nos esculpirmos, nos moldarmos, e acima de tudo para amadurecermos com consciência e bem. Tempo para, em suma, alcançarmos o simples de propósito de sermos felizes! Termino com um bem-haja a uma não simples mas tão importante qualidade que devemos cultivar: a tolerância. Caídos da mesma árvore, na minha opinião, é uma ode à tolerância. Porque somos todos frutos, e não sabemos as tempestades que poderemos vir a passar, e no fundo, advindo delas, o que podemos descobrir em nós! Um beijo muito grande de amor e admiração. RJP

Monica

em 01 Setembro, 2009

Vai ser dificil conter a tsunami de emoções... Da curiosidade, à excitação, passando pelas lagrimas e o riso, nao esquecendo tantas outras para as quais as palavras agora não vêm... É UMA HONRA...

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