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"Que bela ceia, depois do frenesim
inicial, as conversas vadias, as fofocas da família, o compadre
e a comadre, a desgraça do padeiro, a úlcera da beata
da esquina, o reumático da leiteira. Falam da galinha da vizinha,
do padre e do falatório, são mais as vozes que as nozes,
há mais vinho sobre a mesa, falam da guerra e do Iraque, de filho
da puta e louco todos temos um pouco, falam dos políticos portugueses,
zangas de namorados são amores renovados, falam da justiça,
da saúde e da educação, casa onde não há
pão todos ralham e ninguém tem razão, falam de
tudo um pouco, chegam-lhes a roupa ao pêlo." |
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