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Caídos da Mesma Árvore

  • O QUE SOMOS CAPAZES DE FAZER QUANDO A NOSSA VIDA CORRE PERIGO? ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR PARA GARANTIR A NOSSA LIBERDADE?

    Caídos da Mesma Árvore é um romance que gira à volta de um inconveniente encontro entre um grupo de sete amigos e um gangue acabado de fugir de um estabelecimento prisional. Tudo se passa numa quinta, algures no Alentejo, onde Mónica Francesco decide comemorar o seu aniversário. Ao mesmo tempo essa quinta foi eleita como lugar de refúgio para um grupo de prisioneiros procurados pela polícia.

    A casa é apenas um cenário onde se assiste à valsa de acontecimentos e ao turbilhão de emoções que envolve dois grupos de pessoas resgatadas num espaço que se vai tornando pequeno demais à medida que as horas passam. As diferenças de cada um tendem a agravar-se nos momentos de perigo, e o medo vai realçar os traços pelos quais cada um pauta a sua conduta moral. Mais do que uma história empolgante,
    Caídos da Mesma Árvore é uma reflexão sobre comportamentos, sobre o exíguo conhecimento que o ser humano tem sobre si mesmo, sobre o tecido social, sobre o bem e o mal.

    Excertos
    Capítulo 14 Capítulo 2 Capítulo 24 Capítulo 3 Capítulo 33 Capítulo 8 Excerto do capítulo 24
    Capítulo 3

    "E foi tal a loucura que amanheci enrolada ao Ivo, num quarto mal-amanhado, que mais parecia o sítio de uma banda musical, mas de onde se via o Padrão dos Descobrimentos e o Tejo; amanheci com beijos e carícias, desvendando prazeres desconhecidos. Quando me despedi e regressei a casa já me sentia verdadeiramente uma mulher. Os alicerces do meu mundo tinham-se alterado. Os meus olhos estavam mais azuis, a minha pele mais sedosa, os meus cabelos mais brilhantes, os meus sentidos mais acordados. Tive a sensação clara, nos dias que se seguiram, que os olhares de malandrice e de desejo dos homens se tinham tornado mais frequentes. Olhava para o espelho e gostava do que via. O sol brilhava mais e o céu ficou mais azul do que nunca. Dei conta de como era belo o cantar dos rouxinóis."

Comentários
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Suzyn em 2016-04-28 00:35:27

A little rationality lifts the quality of the debate here. Thanks for conbirtuting!
Alina em 2015-04-29 14:18:14

https://www.goodreads.com/review/show/713889040?book_show_action=true&page=1

Este livro surpreendeu-me muito.
Tinha-o comprado por impulso há cerca de dois anos, e ainda não lhe tinha pegado. Andei à procura de opiniões sobre ele mas não encontrava nada que me fizesse querer lê-lo nem colocá-lo de parte todo ele era para mim um ponto de interrogação que eu tinha receio de pegar.
Devo dizer que fui uma idiota por ter esperado tanto tempo.

A história é sempre contada na primeira pessoa e passa-se em Portugal, o que para mim (sendo portuguesa) faz com que a história tenha um tom de ficção muito próximo da realidade em que vivo. Os lugares são familiares, as situações (antes do encontro do grupo de amigos com o gangue) também, o companheirismo idem aspas.

Admito que no início ainda fiquei com dúvidas: começa pela perspetiva da personagem principal, Mónica Francesco, nos seus anos de dramas adolescentes. No entanto, numa mudança de capítulo, todo o discurso e ambiente muda ao passarmos para a perspetiva de Honório, o cabecilha do grupo de reclusos que consegue fugir da prisão, tal como a mudança de tom na perspetiva de uma Mónica subitamente adulta e a comemorar os seus 33 anos. Foi nessa altura que me apercebi que o livro era realmente capaz de me surpreender.

Adorei todo o mistério que envolvia Honório Farinha, a começar pelo pouco que se falava do seu passado, a sua atitude perante os outros, a sua inteligência fora do comum e os seus ideais (ou falta deles, dependendo da perspetiva). Todas as suas linhas de pensamento me fascinaram, das mais corriqueiras a alusões filosóficas em toda a linha - daí se ter tornado rapidamente a minha personagem favorita.

Por vezes no mesmo capítulo há mudanças de perspetiva tão subtis que precisamos de prestar atenção às pequenas nuances para percebermos quem está a "falar" em determinado momento mas nada que não se siga bem.
A única razão de não dar as cinco estrelas ao livro é o clímax. O que deveria ter sido, na minha perspetiva, o ponto alto da história, tornou-se numa situação quase feita à pressa (sem necessidade nenhuma) apresentada numa página mal cheia (quando deveria ter sido tratada no mínimo dos mínimos em duas). Por outro lado, o autor dá um "final" a todas as personagens, não ficando nenhuma por contemplar.
Com pontos fortes e fracos, esta história mostra-nos que é precisamente nas situações mais difíceis que a nossa visão do mundo muda drasticamente e começamos a pensar de diversos prismas para o estranho mundo que nos rodeia. Outro ponto fulcral é toda a visão de como as nossas experiências nos moldam, tentar perceber o homem por detrás da besta e a besta dentro do homem - dentro de nós próprios.
Como alguém disse, o mundo não se divide apenas em preto e branco, mas em vários tons de cinzento.

Afinal, somos todos "caídos da mesma árvore".

Uma pérola nas estantes dos autores portugueses.
Ana Branquinho em 2011-01-03 18:29:20

Um romance simples, envolvente, actual. Uma história que se desenrola através de uma coincidência. Como alguém dizia, « estavam no sítio errado, na hora errada». Fica ao critério do leitor escolher quem são afinal os maus, quem estava no lugar errado há hora errada. Parabéns Carlos. Bjs


Paulo Rodrigues em 2010-06-09 15:34:31

Gostei, está bem escrito e prende o leitor do princípio ao fim. Apreciei a forma como caracterizou o Honório, o mau da fita!


Mário Nogueira em 2010-03-03 12:34:25

Excelente ritmo, boa prosa, suspense até ao fim. Um livro que recomendo.


Cris em 2009-09-29 23:09:11

Um livro em que a cada página voltada, cria no leitor um turbilhão de sensações: emoção,suspense,revolta,tristeza...Vou destacar três personagens: Honório,Rute e Mónica, que me deixaram a pensar...Parabêns e venha o próximo.


paula gomes em 2009-09-28 16:48:57

História bem conseguida, com o "suspense" q.b.. Atitudes diferentes de estar na vida e suas consequências. O respeito pela diferença, versus os "chamados bons comportamentos" nesta sociedade moralista!!  Gostei muito. Parabens! Estou já esperando o próximo!!


Rafaela Salvador em 2009-09-28 12:50:34

Tão irreverente quanto realista a ponto de nos fazer pensar que esta podia ser a nossa história e de questionarmos-nos acerca das nossas reacções perante uma situação limite.

Aguardo mais agradáveis surpresas como esta!!!

PARABÉNS!!!!!


Lucinda Almeida em 2009-09-14 15:21:07

Uma boa surpresa, pois li o livro em apenas dois dias, o que é raríssimo. Destaco a figura do Honório, fiquei a pensar no que temos de igual em relação a este personagem. Livro obrigatório


Ruth Janice em 2009-09-12 18:38:12

Somos como uma rocha. Após a sua formação, complexa por sinal, enfrentamos o sol, o vento, a chuva. Deparamo-nos com as adversidades da vida, os caprichos da natureza, dos outros, de nós próprios.

Somos o "somatório de emoções", ou como quem diz, de erosões.

Somos esculpidos pelo tempo, e com o tempo nos tornamos a rocha x, y ou z, ou antes Mónica, Honório ou Ivo.

Gostei muito deste romance, em particular pela capacidade de análise dos personagens, consubstanciada nas suas vivências, nas suas erosões. Algumas dadas explicitamente, outras não. Algumas fornecidas com o intuito de nos preparar, outras, as póstumas, que nos vêm esclarecer. Porque quase tudo na vida tem um porquê, uma explicação... Género "teoria do caos", mas adiante!   

Gostei de algumas surpresas. Gostei de me identificar com certas características ou experiências de uma ou outra personagem, e se primeiramente senti um alívio como quem descansa porque não foi a única "pateta" a pensar ou a fazer algum disparate, por outro, reflecti no quão enriquecedora a Vida é. Que nos dá tempo para nos esculpirmos, nos moldarmos, e acima de tudo para amadurecermos com consciência e bem. Tempo para, em suma, alcançarmos o simples de propósito de sermos felizes!

Termino com um bem-haja a uma não simples mas tão importante qualidade que devemos cultivar: a tolerância.

Caídos da mesma árvore, na minha opinião, é uma ode à tolerância. Porque somos todos frutos, e não sabemos as tempestades que poderemos vir a passar, e no fundo, advindo delas, o que podemos descobrir em nós!

Um beijo muito grande de amor e admiração.

RJP


Monica em 2009-09-01 20:26:46

Vai ser dificil conter a tsunami de emoções... Da curiosidade, à excitação, passando pelas lagrimas e o riso, nao esquecendo tantas outras para as quais as palavras agora não vêm...

É UMA HONRA...


Vídeo do lançamento
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