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  • Sismos

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    Esta foi uma semana de sismos, sismos de alta magnitude!

     

    Para começar tivemos o sismo Maitê Proença! Maitê confessou, já depois do tsunami,
    que é uma brincalhona, que vive brincando, que brinca com o Papa, brinca com o presidente Lula, que tem um avô português, Augusto Gallo, e outro que lhe dá o apelido, confessa que se sente muito portuguesa, que quer voltar muitas e muitas vezes a Portugal (sic). 

     

    Ao longo da semana tivemos também alguns sismos políticos: o director do Expresso revelou no programa Prós e Contras da RTP que o Expresso recebeu através de uma fonte política o e-mail que foi publicado no Diário de Notícias, em Setembro. Não mencionou, porém, o nome da organização política. Ou muito me engano ou vamos ter brevemente um novo choque sísmico...

     

    Um sismo de 6,4 na escala de Richter foi registado hoje na ilha indonésia de Java, onde se situa a capital Jacarta. É caso para dizer, até a natureza conspira!

  • Prémio Nobel da Literatura

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    A escritora alemã Herta Müller foi esta quinta-feira distinguida pela academia sueca com o Prémio Nobel da Literatura. Fiquei surpreendido com a nomeação, não porque conheça todo o grupo de escritores candidatos ao prémio (longe disso), mas porque é uma autora desconhecida do grande público português.

     

    Volto ao tema do meu último post: as Editoras em Portugal investem cada vez mais em obras de índole comercial, deixando de lado livros de enorme qualidade. Os dois únicos títulos disponíveis de Herta Müller em Portugal são: O Homem é Um Grande Faisão Sobre a Terra, publicado em 1993 pela Cotovia, e Terra das Ameixas Verdes, publicado em 1999 pela Difel. Não existe mais nada da nova Nobel, e mesmo destas obras pouco ou nada se disse! Para quê mais comentários?

     

    Para trás ficaram os favoritos de sempre: Milan Kundera, em primeiro lugar, Philip Roth, Mario Vargas Llosa e Haruki Murakami, entre muitos outros, inclusive dois portugueses. Daqui a um ano conheceremos o próximo!

  • Escritores geniais

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    Italo Svevo (1861-1928) publicou dois romances mas depressa abandonou a literatura pelas suas obras não terem sido apreciadas pelos críticos literários. Mais tarde teve a sorte de se cruzar com James Joyce, então professor de inglês, que se mostrou curioso em conhecer as referidas obras. Estimulado por Joyce, Svevo publicou A Consciência de Zeno tornando-se, já depois da sua precoce morte, num dos grandes escritores do século XIX. Um romance que vivamente recomendo.

     

    Roberto Bolaño (1953-2003), que tudo fez profissionalmente para poder sobreviver, é agora considerado o maior fenómeno literário da última década. 2666 é uma obra-prima apenas ao alcance dos grandes mestres da escrita.

     

    Joanne Rowling, autora dos livros de Harry Potter, viu as suas obras serem recusadas por uma série de Editoras. Como a história dela existem outras, várias das quais divulgadas pela comunicação social.

     

    Num tempo em que se publicam centenas de livros apenas porque os seus escribas são figuras públicas ou porque imperam interesses comerciais, é caso para perguntarmos: quantos autores de grande potencial ficaram e ficam pelo caminho por não verem as suas obras serem aceites e publicadas?

  • Um Tempo Novo

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    Tem sido muito turbulento o ano de 2009. A crise económica, a mais grave das últimas décadas, trouxe uma crise social e ondas de crispação política absolutamente inesperadas. O espectáculo a que assistimos na terça-feira à noite, tendo como patrocinador e protagonista o senhor Presidente da República, foi grotesco, quase indecoroso. E para quê? O que é que o país ganhou com isso?

     

    É tempo de entramos num Tempo Novo. Um tempo sem ofensas, sem ondas de fumo, sem desconfianças, sem ódios, sem presentes envenenados. Paz à guerra!

  • E depois das eleições?

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    No próximo domingo vamos votar. Depois de uma larga panóplia de artifícios de marketing político, da escolha dos fatos e penteados, dos corrupios por ruas e avenidas ao longo do país, depois de inúmeros debates televisivos e até de espectáculos que serviram para esmiuçar os candidatos, depois de infinitos apelos ao voto, depois de tudo isto, vem o dia D, o dia em que o povo passa mais um cheque em branco para ser governado!

     

    Tenho para mim que a maior parte dos políticos põe o Poder à frente da Política. A prova de insatisfação e de descrédito do sistema é-nos dado pelo elevado índice de abstenção de há largos anos e esta parte. Mais de um terço da população não vota, ou, se o faz, opta pelo voto em branco.

     

    O próximo governo deveria assim – entre as suas primeiras tarefas – estudar as raízes de tão profundo descontentamento. Se não o fizer (e nada me faz crer que o faça), chegará o dia em que mais de 50% dos eleitores votarão nulo ou branco. Se isso acontecer, talvez venhamos a assistir a um novo mas real Ensaio sobre a Cegueira!

  • O Cliente tem sempre razão?

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    Andei anos a ouvir e a dizer: o Cliente é rei, o Cliente tem sempre razão. Venderam-se milhões de livros sob este lema, em todos eles se anunciavam alguns dos princípios do customer service. Nas conferências de Marketing, a expressão «o Cliente é rei» foi e é usada vezes sem conta. Em muitas empresas apareceram «cartas de compromisso» onde se fizeram e fazem juramentos de devoção aos Clientes. O conceito foi levado ao extremo.

     

    Já imaginaram uma empresa sem Clientes?, perguntei eu várias vezes aos meus alunos, na Faculdade. Já pensaram que é mais fácil construir uma fábrica do que conquistar uma clientela?

     

    Mas muita coisa mudou nos últimos anos, a globalização baralhou tudo, fazendo com que as verdades de ontem se transformassem nas dúvidas de hoje. A filosofia de funcionamento foi e continua a ser o de valorizar a Clientela, fidelizando-a. Mas é importante dizer que o Cliente não tem sempre razão, é fundamental percebermos que há razões maiores do que a razão dos Clientes! Prestar serviços a qualquer preço, por exemplo, nunca será um bom negócio. Trabalhar fora de horas utilizando fins-de-semana porque o Cliente só na véspera se lembrou da urgência do projecto, ultrapassa a razoabilidade da dedicação à clientela!

     

    Tenho a sorte de ter em muitos Clientes verdadeiros parceiros de negócio. Tenho o privilégio de os acompanhar e ser acompanhado. Estou por isso à vontade para dizer que fico estupefacto com o comportamento de alguns Clientes que, por se imaginarem com a «faca e o queijo na mão», achincalham quem deles precisa. Coube-me sentir na pele este tipo de comportamentos, quando há dias cheguei a um potencial Cliente com quem combinara uma apresentação. «A doutora foi beber um café, espere um bocadinho», disseram-me. No sítio onde me encontrava, via a doutora a botar discurso deveras animada. Uma coisa ao estilo “fazer a festa e lançar os foguetes”. Chegou meia hora depois, mandando dizer que esperasse pois tinha um telefonema urgente para fazer. Um quarto de hora foi o limite a que consegui resistir, que somados aos primeiros trinta minutos que já tinha esperado, me deram alento a sair dali sem mais comentários e a escrever o presente post!


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