 | A Metamorfose (Franz Kafka)
Começa assim: «Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco insecto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar.» |
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 | A Valsa do Adeus (Milan Kundera)
Porque se chama Valsa do Adeus? Porque Kundera nos põe a dançar com sete personagens e com as contradições de cada um, porque enche o livro de coisas que balançam entre o belo e o horrível, porque nos faz reflectir com enorme sabedoria e perícia sobre o bem e o mal. A certa altura Kundera diz: «O desejo de ordem é ao mesmo tempo desejo de morte, porque a vida é perpétua violação da ordem».
Um livro verdadeiramente fabuloso de um autor que há muito deveria ter sido nomeado Nobel da Literatura. |
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 | Amor em Tempos de Cólera (Gabriel Garcia Marquez)
Gabriel Elígio Garciá apaixona-se por Luiza Márquez, mas tem de enfrentar a oposição do pai, que tenta impedir o relacionamento enviando a filha para o exterior. Para manter a ligação, Gabriel monta, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação. Um romance com um domínio impressionante da forma narrativa. |
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 | Anna Karenina (Leon Tolstoi)
Enredo à volta da história de adultério de uma mulher em plena Rússia do século XIX, e da análise da sociedade nessa época. Um livro belo! |
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 | Crime e Castigo (Dostoiévski)
Crime e Castigo é para mim a obra-prima de Dostoyevsky sendo um dos mais influentes da literatura clássica.
Dostoyesvsky transporta-nos pelos corredores da loucura, do ódio, da redenção. Lê-se compulsivamente! |
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 | Deserto (Jean-Marie Le Clézio)
Chama-se Jean-Marie Gustave Le Clézio, ganhou o Nobel da Literatura em 2008. Foi com oito anos para a Nigéria, onde o pai, médico de profissão, foi colocado durante a II Guerra Mundial. Talvez esta vivência explique o conhecimento e sensibilidade que tem de África e que lhe permitiram escrever Deserto, um livro em que criou uma personagem riquíssima - a jovem Lalla - que anda pelas colinas do deserto, onde guerreiros, crianças, mulheres, velhos e animais, fogem da morte. Lalla, que chega a Marselha, onde trabalha como criada de um hotel, para se tornar mais tarde numa célebre modelo que cintila por onde passa, brilho que em situação alguma lhe retira a vontade de regressar ao deserto onde cresceu. Lalla, Lalla, Lalla!
Li vários livros de Jean-Marie Le Clézio. Deserto é, disso não tenho dúvidas, a grande obra-prima do autor. |
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 | Imortalidade (Milan Kundera)
Imortalidade oferece-nos várias tramas sob a forma de ensaio e a possibilidade de mergulharmos ao fundo da ambiguidade das personagens. São elas mas podíamos ser nós. Kundera – autor tcheco, nascico em 1929, cidadão francês desde 1980 – interage com essas personagens oferecendo-nos vasta matéria de reflexão.
Não é apenas um livro excelente, é um dos livros da minha vida. |
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 | O Animal Moribundo (Philip Roth)
Philip Roth é um dos meus autores preferidos. Animal Moribundo, foi o segundo de vários livros que já li. Kepesh, crítico de arte, sessenta anos, apologista de relações sem compromissos, apaixona-se por uma aluna na casa dos vinte. Philp Roth relata uma história tórrida, atípica, longe da bitola e da moral dos bons costumes! A aventura erótica evolui ao longo de oito anos mas pelo meio há lugar para a reflexão dos valores contemporâneos. Para onde caminha a sociedade actual? Um livro magnífico! |
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 | O Estrangeiro (Albert Camus)
É um pequeno-grande livro. Pequeno no número de páginas, grande na dimensão e no humanismo que Camus (1913-1960) imprime. A história anda à volta do julgamento de um homem que não chorou no enterro da mãe. O ter assassinado outro homem é na verdade uma história secundária. Imperdível, é considerado (e bem) um dos melhores livros do século XX. |
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 | O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)
O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) era, até Caim, a obra mais polémica de José Saramago. O livro relata a vida de Jesus, sendo de destacar a relação que Ele tem com Maria Madalena. |
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 | O Idiota (Dostoiévski)
O Idiota é uma obra intemporal do grande génio chamado Dostoyevsky. Neste livro, o autor relata o que pode suceder a um homem puro quando confrontado com um contexto "impuro"! |
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 | O Memorial do Convento (José Saramago)
Memorial do Convento é um dos mais conhecidos romances de José Saramago e é provavelmente aquele que mais contribuiu para a conquista de Nobel da Literatura. A obra apresenta duas histórias paralelas: a da construção do Convento de Mafra por D. João V e a história de amor entre Baltazar sete-luas e Blimunda sete-sóis. |
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 | O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
O Retrato de Dorian Gray conta a história de um jovem que se torna modelo para uma pintura do artista Basil Hallward. E depois temos Lord Henry Wotton, um aristocrata que o seduz para a sua visão do mundo, onde o único propósito que vale a pena ser perseguido é o da beleza e do prazer. Um final surpreendente! |
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 | O Vento Assobiando nas Gruas (Lídia Jorge)
A história centra-se em torno da relação entre Milene e Antonino Mata, figuras-chave no confronto entre duas famílias de raízes e vivências diferentes. Milene é a figura central, é através dos seus olhos que entramos na obra. Ler O Vento Assobiando nas Gruas é aventurarmo-nos na grande Literatura. |
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 | Orlando (Virginia Woolf)
A escritora Virginia Woolf nasceu em Londres (1882) e é uma das minhas referências. Publicou Orlando, em 1928, que é a história de um jovem que um dia acorda mulher! Um livro para se ler várias vezes na vida... |
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 | Os Miseráveis (Victor Hugo)
Um fabuloso clássico, aquilo que eu chamo de grande literatura. A história centra-se em João Valjean, preso por ter roubado um pão para alimentar a família e que em consequência da sua tentativa de evasão, acaba por ver a pena agravada para trabalhos forçados nas galés. E pelo meio temos a Revolução Francesa e a Batalha de Waterloo. Imperdível. |
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 | Travessuras de uma Menina Má (Mario Vargas Llosa)
Travessuras da Menina Má é um romance de amor cheio de encontros e desencontros ao longo de quatro décadas. Uma história avassaladora com Mario Vargas Llosa ao seu melhor estilo! |
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 | Vermelho e o Negro (Stendhal)
O romance «O Vermelho e o Negro», escrito em 1830, é a obra-prima de Stendhal. O livro gira à volta de Julien Sorel, jovem ambicioso e sem escrúpulos, que é sem dúvida um dos personagens literários mais fascinantes de todos os tempos. |
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